Degustando os Novos Vinhos do La Madrileña

Foi com imensa alegria que recebi o convite para participar dia 27/02/2013 de uma degustação na Casa de Vinos La Madrileña, onde tive o prazer de avaliar alguns dos novos rótulos que acabaram de chegar.
Todos escolhidos pessoalmente pelos proprietários Edson Sarabia e Emerson Mafra, com a assessoria técnica de experientes enólogos e sommeliers, os vinhos apresentaram a tipicidade de suas regiões de origem: Rueda, Ribera del Duero e Rioja.

Antes de postar sobre os vinhos, gostaria de falar um pouco dessas regiões tão incríveis da Espanha.
MAPA VINÍCOLA ESPANHA2

Rueda
rueda

Essa antiga área foi recentemente impulsionada após conquistar o status de DO em 1980. O “terroir”, que se encontra no nordeste de Meseta, se estende largamente entre cidades que tiveram um papel importante na história medieval da Espanha.
O extensivo replantio de áreas com uvas nativas, em particular Verdejo, conduziu para uma nova geração de vinhos jovens, refrescantes e muito frutados que agora estão sendo envelhecidos.


Ribera del Duero

riberadelduero

Ribera del Duero é uma região produtora qualitativamente importante, situada num planalto ao norte de Madrid, em Castilla-Leon.
Numa primeira visão, o Vale do Duero não é o local mais adequado para se plantar uvas. Com uma altitude média de 700m a 800m acima do nível do mar, tem um período de plantio relativamente curto. As temperaturas, que podem atingir cerca de 40o C durante o dia, em meados de julho, caem abruptamente durante a noite. O congelamento das vinhas, comum no inverno, continua a ser uma ameaça também na primavera. No entanto, estes extremos de temperatura parecem ser, na região, um fator positivo na produção de vinhos de alta qualidade. A acidez, que freqüentemente falta nos vinhos produzidos na Espanha central, é muito bem retida pelas uvas que crescem no ar montanhoso rarefeito de Ribera del Duero e as altas temperaturas favorecem a plena maturação das uvas.
A principal uva da região é a Tempranillo, que se adaptou muito bem aos extremos climáticos do Duero.


Rioja
rioja

Localizada no norte da Espanha, compreende a região do vale do rio Ebro, entre as cidades de Haro, a oeste, Logroño, no centro e Altaro, a leste, e está próxima de Vitoria, a capital do País Basco. 
Rioja foi a primeira região vinícola a projetar os vinhos espanhóis no mercado mundial e também a primeira região a adotar as tipificações Crianza, Reserva e Gran Reserva, hoje adotadas na maioria das regiões.
Produz essencialmente tintos de qualidade, encorpados e que pertencem à elite dos vinhos espanhóis.

Bem, agora vamos aos vinhos:

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Nome: Orden Tercera, Safra 2010, 13%
Produtor: Javier Sanz Viticultor
Região/País: D.O. Rueda (La Seca, Valladolid – Espanha)
Uva: 100% Verdejo

Minhas impressões:
De cor amarelo esverdeado, límpido, com aromas joviais, cítricos, prevalecendo maracujá, flores brancas e um toque mineral, que garante muito frescor.

Em boca é seco, corpo leve, com bastante acidez, apresentando muito equilíbrio e confirmando as impressões identificadas no nariz.
Final persistente, untuoso e muito agradável.
Um vinho perfeito para harmonizar com frutos do mar, pescados frescos, temperos leves e saladas.
Ótimo para o verão, festas e happy-hour. Um vinho alegre, delicioso e refrescante.

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Nome: Rey Santo Dulce, 2010, 11%
Produtor: Javier Sanz Viticultor
Região/País: D.O. Rueda (La Seca, Valladolid – Espanha)
Uva: 100% Verdejo

Minhas impressões:
De cor amarelo palha, límpido, com aromas joviais, cítricos, frutas tropicais e caramelo.
Em boca é meio doce, corpo leve, fresco, apresentando bastante equilíbrio entre acidez e doçura.
Só para ilustrar, a doçura é conseguida através da interrupção da fermentação.
Um vinho muito interessante, de final longo e muito agradável.
Ótimo para ser degustado na praia, piscina, verão, festas e happy-hour.
Enfim, um vinho alegre!

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Nome: Artuke Maceración Carbónica, 2011, 14%
Produtor: Bodegas y Viñedos Artuke – Família Miguel Blanco
Região/País: D.O.C. Rioja (Baños de Ebro, Álava – Espanha)
Uva: Tempranillo 95%; Viura 5%

Minhas impressões:
De cor púrpura claro, translúcido, com aromas joviais de frutas vermelhas frescas, floral, com um toque balsâmico e herbáceo.
Em boca apresenta corpo leve, fresco (talvez aí se explique os 5% de viura nesse corte), muito aromático, confirmando as sensações do nariz, com acidez muito presente, final persistente, pouco tânico, mineral e complexo.
Um ótimo vinho para quem só quer petiscar, mas que não abre mão de um tinto.
Perfeito para festas e happy-hour, carnes brancas, saladas, massas com molho de tomates frescos, ervas, queijos, etc.

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Nome: Desafío Crianza, 2008, 14%
Produtor: Bodegas y Viñedos Frutos Aragón
Região/País: D.O. Ribera del Duero (Roa de Duero, Burgos – Espanha)
Uvas: 80% Tempranillo e 20% Merlot

Minhas impressões:
De cor púrpura intenso, com aromas de frutas vermelhas maduras, compota, especiarias, baunilha e tabaco.
Em boca confirma as sensações presentes no nariz, tanino bastante presente, o que demonstra que tem potencial de guarda e final longo e persistente.
Um vinho gastronômico, que precisa ser aberto um tempo antes de ser degustado e acompanhado por carnes e comidas com mais estrutura.

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Nome: Eridano Reserva, 2005
Produtor: Bodegas y Viñedos Puente del Ea
Região/País: D.O.C. Rioja (Sajazarra, La Rioja – Espanha)
Uvas: 90% Tempranillo; 10% Garnacha

Minhas impressões:
De cor rubi intenso, apresentando sinais de evolução, com aromas de frutas negras, principalmente ameixas, compotas, couro e especiarias.
Em boca confirma toda complexidade encontradas no nariz, tanino bem equilibrado, macio, persistente e com final bastante longo.
Um vinho gastronômico, que “pede” comida e que harmonizará muito bem com carnes, jamon, queijos duros e comidas com mais estrutura.
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Nome: Burgo Viejo Gran Reserva, 2002
Produtor: Bodegas de Família Burgo Viejo
Região/País: D.O.C. Rioja (Alfaro, La Rioja – Espanha)
Uva: 100% Tempranillo

Minhas impressões:
De cor púrpura profundo, com aromas de café, chocolate, baunilha, couro, terra molhada.
Muito aveludado e equilibrado, enche a boca por sua estrutura. Final longo, persistente e com retrogosto que remete à chocolate.
Um vinho gastronômico, mais sério, que “pede” comida e que harmonizará muito bem com carnes, jamon, queijos duros e comidas com mais estrutura.

Para quem quiser adquirir, é só acessar o site, clicando aqui ou vá pessoalmente e aproveite o delicioso e agradável espaço, além de degustar de vinhos fantásticos, tapas deliciosas e desfrutar da recepção impecável  de seus proprietários.
Eu sou fã!

 

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2 comentários em “Degustando os Novos Vinhos do La Madrileña”

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