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L’aperitif a la Française em São Paulo

logoAtenção francófilos de plantão!
São Paulo recebe pela primeira vez, de 12 à 23 de junho, o ‘Apéritif à la Française‘, evento que promove uma série de festas, animações em lojas de vinhos e menus especiais em bares, restaurantes e lojas da cidade com a temática francesa.

Outras cidades também participam simultaneamente do evento, tais como: Berlim, Copenhague, Dubai, Hong Kong, Milão, Montreal, Nova York, Paris e Tóquio.
Sexta-feira, dia 14 de junho, estive no BISTRÔ L’APERÔ e achei o evento super divertido.
A entrada custava R$ 50,00 e dava direito à 4 ítens, entre drinks e petiscos, do cardápio montado especialmente para o evento.

Nada mal, com direito a DJ, muita gente bonita e até caricaturistas!
Me diverti muito!

Vejam os estabelecimentos participantes e, para bterem os endereços e horários, é só clicar em cima do nome.
Passem por lá!

Restaurantes

BRASSERIE DES ARTS

BISTRÔ L’APERÔ

LE FRENCH BAZAR

LE VIN BISTRÔ

PETROSSIAN RESTAURANTE

ENOTECA E BISTRÔ SAINT VIN SAINT

VINO!

LE REPAS

LE MARAIS

RIVE GAUCHE CUISINE

L’AMITIÉ

Bares

UPSTAIRS BAR

NARÃ BAR & LOUNGE – Hotel Tivoli

NUMERO BAR

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Encontro Confraria no Restaurante Accanto

Sábado, dia 08/06/2013, a Confraria dos Cretinos se reuniu mais uma vez, desta vez, no Restaurante Accanto em São Paulo.
Localizado em Higienópolis, em um agradável casarão de 1910, o Accanto, batizado assim pela mãe do Chef Daniel Assad Abujamra, significa: vizinho, próximo, perto. E, confesso, é assim que me senti ali: aconchegada, próxima.
Além do restaurante, no mesmo espaço tem uma loja de vinhos, a Kyliz Vinhos, que ocupa uma sala climatizada que oferece mais de 700 rótulos que podem ser degustados no restaurante, a preço da loja.
Quando estiver lá, faça questão de pedir uma sugestão ao sommelier Elias, que te atenderá com o maior prazer e profissionalismo.
O encontro começou com chave de ouro, pois nosso confrade Marcos Martins aproveitou para comemorar seu aniversário e, para isso, brindou-nos com um encantador Barollo. Começamos muito bem.
Mais uma vez, foi muito bom ver os amigos em um lugar muito bem escolhido.
O Chef Daniel Assad Abujamra nos surpreendeu com pratos muito bem elaborados, tecnicamente falando, e com combinações inusitadas e muito saborosas, como o risotto de maracujá que degustei! Incrível!
Aliás, o Chef foi muito solícito e quase sempre circulava pelo salão, para saber se precisávamos de algo!
Excelente! Anote aí mais essa dica:

Accanto Restaurante
Av. Angélica, 681 – Santa Cecília – São Paulo-SP
fone: 2366-6894

segunda a sexta : 12h às 15h30, 19h às 23h
sábado : 12h às 23h

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2a. Degustação de Vinhos Espanhóis no La Madrileña

Mais uma vez, a convite dos meus queridos amigos Edson Sarabia, Emerson Mafra e Raúl Javales, conduzi a 2a. degustação de vinhos espanhóis no restaurante e vinheria La Madrileña, em São Paulo.
Confesso que estudo bastante antes de um evento desses e que existe uma preparação para que tudo corra bem, mas, o trabalho fica muito agradável por acreditar que os vinhos são muito bons!!!
Bem, como acho que uma degustação não é apenas se tomar um vinho, mas sim, ter uma experiência gustativa e sensorial, gosto de fazer uns exercícios nos quais podemos despertar os sentidos.
Nesse caso, pedi para que o pessoal montasse uns pratos com comidinhas que entendi que poderiam harmonizar com pelo menos um dos vinhos apresentados: iscas de cação, queijo brie, chorizo espanhol, jamon serrano, carne moída temperada para o Sartén, . Resultado: as pessoas novamente adoraram esse momento. A experiência do gosto e da percepção!
Mesmo que você não tenha conseguido ir, fique atento, pois faremos outras. Sinceramente, acho que vale muito a pena!!!

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VINHO 1

REI SANTO VERDEJO
Rey Santo Semi-dulce

Tipo: Vinho branco suave sem envelhecimento em barril.
Safra: 2010
Região:
D.O. Rueda (La Seca, Valladolid – Espanha).
Variedades: 100% Verdejo.
Produtor: Javier Sanz Viticultor.

Notas de degustação: Vinho brilhante de tonalidade palha, de aroma floral marcante, agradável e suave, intenso mas nada enjoativo, retrogosto longo com boa acidez, notas cítricas e de fruta madura.

Temperatura de serviço e recomendações: Servir a uma temperatura en torno aos 8ºC.

Harmonização: Acompanha perfeitamente aperitivos, pratos leves e sobremesas pouco açucaradas ou à base de frutas. Vai muito bem também com queijos cremosos ou mais curados.

Curiosidades:
Verdejo é a uva ícone da D.O. Rueda, portanto, quando você vir que um vinho vem dessa região, pode apostar que ele é de Verdejo.
Aliás, você sabe o que é uma D.O.?
D.O quer dizer Denominação de Origem, uma forma de se padronizar os vinhos de determinada região, garantindo-lhe a qualidade e procedência. Quer dizer que um vinho de uma D.O. passou por uma fiscalização, não é feito de qualquer jeito.
A Verdejo tem como característica toques minerais, grama, mel, flores brancas e às vezes frutas tropicais.

Quanto ao vinho Rey Santo Semi-dulce, como o nome diz e a boca também, esse vinho é semi-doce. Mas, não se assuste, nada de açucar foi adicionado à ele.
Não sei se você sabe, mas na fermentação, parte do açucar do mosto ou suco do vinho é transformado em álcool. Por isso, uvas muito doces, que amadureceram em lugares mais quentes, tendem a dar vinhos mais alcoólicos.
No caso desse vinho, a fermentação foi interrompida e isso fez com que ficasse um pouco de açucar no vinhos, que tecnicamente chamamos de “açucar residual”, por isso ele é doce.

 

VINHO 2
REI SANTO MEIO DOCE

Rey Santo Rueda

Tipo: Vinho branco seco sem envelhecimento em barril.
Safra: 2010
Região: D.O. Rueda (La Seca, Valladolid – Espanha).
Variedades: 50% Verdejo, 50% Viura.
Produtor: Javier Sanz Viticultor.

Notas de degustação: Vinho brilhante entre amarelo-limão e palha com tons dourados, de aroma fino afrutado com notas de maçã verde, anis e um toque de frutas tropicais, em boca mais cítrico, seco e saboroso, com um perfeito equilibrio entre teor alcoólico e acidez.

Temperatura de serviço e recomendações: Servir a uma temperatura en torno aos 8ºC.

Harmonização: Combina muito bem com frutos do mar em geral, peixes grelhados ou cozidos, com molhos e especiarias, queijos maduros ou semi-maduros, patés e até carnes como o cordeiro na brasa.

Curiosidades:
Como vimos no vinho anterior, a Verdejo é uma casta que dá vinhos frescos, com toque de grama  e floral.
Também conhecida como Macabeo, a Viura é uma casta que dá vinhos minerais e com aromas de mel. Esse corte talvez equilibre o vinho, dando-lhe maciez e acidez na medida certa. 


VINHO 3

Eridano Selección

ERIDANO SELECCION
Tipo: Vinho tinto seco envelhecido 6 meses em barril de carvalho.
Safra: 2009
Região: D.O.C. Rioja (Sajazarra, La Rioja – Espanha).
Variedades: 90% Tempranillo; 10% Garnacha.
Produtor: Bodegas y Viñedos Puente del Ea
Notas de degustação: Vinho de tonalidade cereja de capa média-alta, aromas frutais frescos próprios de zonas limite de cultivo, textura muito equilibrada em boca, saboroso e elegante.
Temperatura de serviço e recomendações: Servir a uma temperatura entre 13ºC e 15ºC.
Harmonização: Recomendado para acompanhar carnes, cozidos e sobremesas cremosas.

Curiosidades:
A uva Tempranillo é a uva tinta ícone da D.O.C Rioja. A grande maioria dos vinhos dessa região é elaborada com essa uva.
Ela tem aromas de frutas vermelhas, groselha, às vezes um toque herbáceo e, quando passada em barrica, couro e baunilha.
A Garnacha, Grenache na França, é uma uva mais rude, pesada, que, nesse caso, serviu para dar mais cor, estrutura e álcool ao vinho. Esse vinho passa 6 meses em barrica, que o deixa mais elegante, sem perder o frescor.  Em  minha opinião, muito equilibrado.

VINHO 4

Artuke Crianza

 ARTUKE CRIANZA

Tipo: Vinho tinto seco envelhecido 12 meses em barril de carvalho francês 80% e americano 20% de 1, 2 e 3 anos.
Safra: 2008
Região: D.O.C. Rioja (Baños de Ebro, Álava – Espanha).
Variedades: Tempranillo 90%; Graciano 10%.
Produtor: Bodegas y Viñedos Artuke – Família Miguel Blanco.
Notas de degustação: Marcante em aromas de frutas silvestres, baunilha e alcaçuz, de tonalidade rubí, suave e equilibrado em boca, glicérico, fresco, com equilibrada acidez e levemente adstringente.
Premios e pontuações: 2º lugar XVIII Premios Vendimia 2011
Temperatura de serviço e recomendações: Decantá-lo por 30 min. e servir a uma temperatura entre 15º e 16ºC.
Harmonização: Excelente no acompanhamento de carnes vermelhas e brancas, legumes, pratos de arroz e queijos maduros.

Curiosidades:
Mais um vinho elaborado com a Tempranillo e totalmente diferente do anterior.Nesse caso, o vinho passou 12 meses em carvalho, sendo que 80% em carvalho francês, o que dá aromas complexos ao vinho, tais como café, tostado, defumado, couro e 20% em carvalho americano, o que dá mais aromas de coco e baunilha.A uva Graciano aparece nesse vinho com 10% para lhe dar estrutura, cor e acidez.

 VINHO 5

Burgo Viejo Gran Reserva

BURGO VIEJO GRAN RESERVA 

Tipo: Vinho tinto seco envelhecido 24 meses em barril de carvalho francês.
Safra: 2002
Região: D.O.C. Rioja (Alfaro, La Rioja – Espanha).
Variedades: 100% Tempranillo
Produtor: Bodegas de Família Burgo Viejo.
Notas de degustação: Rioja clássico de tonalidade rubí com matizes telha, de nariz marcado por aromas torrefatos, couro e chocolate. Em boca destaca a sua suavidade e sua potência, com taninos firmes e persistência dos aromas experimentados na fase olfativa.
Temperatura de serviço e recomendações: Servir a uma temperatura em torno aos 17ºC.
Harmonização: Ideal para o acompanhamento de caças e queijos maduros.

Curiosidades:
Você já parou para pensar que esse vinho demorou pelo menos 5 anos até sair da Vinícola?
Não é incrível pensar no tempo que se leva para um vinho desses estar pronto?
Lembrando que um Gran Reserva passa 24 meses em barrica e depois fica mais 36 meses na garrafa.
Como nosso vinho foi envelhecido em carvalho francês, a probabilidade é que ele seja estruturado, mas, sem aquelas explosões de aromas e sabores, isto é, que tenha aromas e sabores mais elegantes.

 

Conhecendo o Restaurante Jacarandá

Dia desses, um famoso crítico de gastronomia me perguntou qual era, para mim, o melhor restaurante de São Paulo. Pensei um pouco e, confesso, me senti incomodada em ter que manifestar minha opinião à ele. Afinal, por que deveria ter essa responsabilidade de julgar um restaurante para um crítico?
Minha resposta foi: diga você, por favor. Não sou crítica de gastronomia, nem tenho a pretensão de ser. Minha proposta é descobrir e divulgar os lugares agradáveis, com atendimento personalizado, boa comida, bons vinhos e a preços honestos. Não precisa ser barato, precisa ser justo!

Não vim para julgar, mas para divulgar aquilo com o que me identifico.

Pois então, nessa minha busca, me deparei dias desses com um verdadeiro oásis, no meio da cidade.
Um restaurante com pinta de casa do interior, que teve o cuidado de ter suas instalações de forma moderna e funcional, mas com cara de casa e quintal: o Jacarandá.

Fruto da parceria entre a argentina Ana Maria Massochi, do restaurante Martín Fierro, a cineasta brasileira Flávia Moraes, e o chef uruguaio Gastón Yelicich, o Jacarandá tem um mix das culinárias desses três países e seus ingredientes.
Não deixe de experimentar, por exemplo, as empanadas de queijo da Serra da Canastra.
Entendeu? Empanada Argentina + Recheio tipicamente Brasileiro = Delícia Sul Americana!

O cardápio é enxuto, mas atende à todos os gostos: clique aqui para acessá-lo.
A carta de vinhos também. Digamos assim, curta e grossa: espumantes brasileiros, Crémants, Brunelos, além de vinho em taça a R$ 18,00. Clique aqui e acesse a carta.

O ambiente é delicioso, com direito a mesinha no quintal, se o tempo estiver agradável, além de uma mercearia que coloca à venda produtos regionais, como o queijo Serra da Canastra.
A casa abriga ainda um aconchegante piano bar no subsolo, com o sugestivo nome de Tatu.
Aliás, Jacarandá é uma homenagem ao belo pé de Jacarandá que foi preservado na construção do espaço.

Não deixe de ir. Você que, como eu, gosta de lugares aconchegantes, bonitos, com comida super bem feita, bons vinhos, ótimo atendimento e bom custo x benefício, vai adorar, tenho certeza.

No dia em que estive lá, fui recebida pelo querido Daniel Molinas. Atendimento profissional, eficiente e muito gentil!
Para você ter uma ideia do quanto gostei, voltei dois dias depois para jantar!
O Matambre ao Leche com purê de mandioquinha estava deliciosamente macio e delicado e o Filé Mignon a Milanesa crocante e sequinho.
Para fechar a sobremesa da noite, fomos agraciados com o Serra da Canastra, maçã, mel e alecrim.
Delicioso mesmo!!!

Só para finalizar, mesmo sendo um Restaurante, é possível ficar boas horas ali, degustando as entradinhas, uma melhor do que a outra, com uma boa taça de vinho, claro!

Jacarandá Restaurante

Rua Alves Guimarães 153 – Pinheiros – São Paulo Brasil
Tel 01130833003

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Degustando a Vida, Jantar Harmonizado nro. 05

DEGUSTANDO A VIDA JANTAR HARMONIZADO

Dia 25/05 abri, mais uma vez, minha casa para um grupo de pessoas para oferecer o meu jantar harmonizado com vinhos.

O objetivo principal desse projeto é mostrar para os convidados, que é possível harmonizar vinhos com comidas simples, e, consequentemente, trazer o vinho para o nosso dia a dia.
Sinceramente, dá trabalho, mas, é um muito bom proporcionar essa experiência para as pessoas.
Pelo que percebi, todos gostaram bastante e saíram muito felizes.
A comida ficou muito boa e os vinhos harmonizaram muito bem.
Quando falo de comida simples, digo na elaboração, nada que requeira dias para se preparar. Porém, para  mim, o grande segredo de uma boa comida, é a qualidade dos ingredientes utilizados, que precisam ser de boa procedência, tais como vegetais, carnes. ervas, azeite, manteiga, entre outros, pois tudo isso fará muita diferença no resultado final.
Desta vez, em especial, tive como parceiro na cozinha, meu amigo Raúl Javales, que dividiu as panelas comigo, mostrando que é um cozinheiro muito bom!
Nossa parceria foi ótima, pois, com sua ajuda, tive tempo de explicar os pratos e dei dicas de harmonização.
Outra diferença é que desta vez montei meu próprio cardápio.
Boas Vindas:
pão italiano, azeite aromatizado com alecrim e alho, manteiga especial e patê de azeitonas verdes.
Harmonização:
Espumante Louis Perdrier Brut Excellence.
Esse espumante é delicioso e cai muito bem como aperitivo, para ir descontraindo o clima, já que muitas vezes não conheço os convidados ou os convidados não se conhecem entre si!

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Entrada:
Salada de folhas verdes _ espinafre francês, alface verde e alface roxa, orgânicos _ lascas de
parmesão, linguiça portuguesa curada e lascas de amêndoas
Harmonização:
La Bélière Rose 2011 (Baron Philippe de Rothschild).
A harmonização ficou muito boa, pois esse rosé é fresco, mas estruturado. Isso ajudou que harmonizasse
muito bem com a linguiça e o parmesão.

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Prato Principal:
Rolê de filé de frango, recheado com queijo coalho, tomate cereja e manjericão. Acompanhamento: Purê de
mandioquinha.
Harmonização:
Baron Philippe de Rothschild Cadet d´Oc Pinot Noir 2011.
Gostei também dessa harmonização, pois a receita era bem leve e com várias ervas, o que harmonizou
perfeitamente com o Pinot Noir.

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Sobremesa:
Folhado com doce de leite e cereja.
Harmonização:
Tarapacá Late Harvest 2012 500ml.
O doce cremoso e a cereja doce e macia, ficaram fantásticos com Late Harvest.

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Todos os vinhos foram comprados da Wine Vinhos que, para mim, tinha o melhor custo x benefício.

Sinceramente, tive medo dos vinhos passarem por cima dos pratos, pois eram leves e, em minha primeira
opinião, optaria um branco para acompanhar a salada e um rosé para acompanhar o frango.
Mas, decidi ousar, e deu certo!
O vinho é assim. Não existe uma regra imutável. Por isso é importante ousar e arriscar. É assim que
aprendemos!!!

Agradeço a participação de todos os convidados pela confiança e prestígio.
Foi um grande prazer recebê-los e, como sempre digo, nada melhor do que aprender que é possível Degustar a Vida trabalhando, desde que se faça o que gosta!
Agradeço também meu amigo Raúl pela força e parceria.

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Para saber sobre os próximos jantares, mande um email para regianeavila@gmail.com.

Obrigada!

Degustando a Vida no Wine Dinner da Wine Vinhos

À convite da Wine Vinhos, dia 03/05/2013 participei de um Wine Dinner no Restaurante North Grill Vila Nova para o lançamento do vinho Toro Loco Crianza 2010.
Para quem não lembra, o Toro Loco 2011 foi um vinho que causou frisson ao ganhar em 2012 a Medalha de Prata na IWSC International Wine & Spirit competition, uma tradicional degustação às cegas que ocorre anualmente.
Comandado pelo sommelier Manuel Luz, acessorado por uma equipe super competente e de bem com a vida, o jantar aconteceu num clima descontraído, com muita gente bacana, ótima comida e ótimos vinhos, claro.
Para quem não sabe, atualmente a Wine é a maior loja de vinhos da América Latina.
Eu, particularmente, costumo consumir bastante seus vinhos, inclusive faço parte do clube, por gostar de sua proposta de democratizar o vinho, apresentando sempre ótimos custos x benefícios e facilitando o acesso ao vinhos do mundo.
Bem, vamos às fotos e aos vinhos! Clique nas fotos para ver os detalhes e comentários!

Obrigada ao pessoal da Wine Vinhos pelo convite e parabéns pela qualidade e competência dos seus serviços!

Para saber mais detalhes sobre os vinhos, preços, etc, acesse aqui.

Voltando ao Rubi Wine Bar. Já conhece? Não? Então você tem que conhecer!

DSC00243
Eu conheci o Rubi Wine Bar ainda com seus antigos donos, em 2011.
Em 2012 estive lá, já sob o comando de Fabiano e Araújo.
Na época, fiz um post sobre minha impressão super positiva da casa, mas queria voltar para fazer algumas fotos e conhecer melhor os detalhes.
Consegui fazer isso na última sexta-feira, 26/04/2013, depois de uma tentativa frustrada de chegar ao último dia da Expovínis!

Fabiano Aurélio é sommelier desde 1994 e tem no curriculum trabalhos de peso: foi sommelier do Figueira Rubaiyat, sommelier da Grand Cru, além de ter ganho em 2007 o Prêmio Gula de Sommelier do Ano. Nada mal, hein?

Tony Araújo também foi sommelier do Figueira Rubaiyat.

Bem, o que percebi é que os meninos mandam muito bem, e apresentam um serviço do vinho impecável.

Além disso, a carta de vinho, apesar de enxuta, tem vinhos para todos os gostos e,  melhor, bolsos.

Também têm várias opções de vinhos em taça, inclusive jerez, vinho do porto e grappa!

Como vocês sabem, sou super preocupada em divulgar lugares que têm preços honestos e os preços dos vinhos praticados no Rubi são assim. Por exemplo, um vinho argentino com 93 pontos de Robert Parker que custa R$ 50,00 na Importadora, lá custa R$ 66,00. Nada mal, hein?

Ah, eles não cobram taxa de rolha, mas duvido que você precise levar seu vinho. Com certeza terá uma ótima opção por lá!

O cardápio apresenta boas opções de petiscos, tábuas de frios e queijos, e tudo que experimentei estava impecável.
Além de pratos deliciosos elaborados pela chef Renata Braune.

De segunda a sexta-feira tem almoço executivo que, de segunda à quinta, sai por R$ 29,90 ( 4 opções de entrada e 3 opções de pratos diferentes a cada dia ) e às sextas tem uma opção de prato especial por R$ 39,90.
Ah, e com mais R$ 10,00 no executivo você degusta uma taça de vinho branco ou tinto.

Gosto de lugares como esse: aconchegantes, de super bom gosto, bonitos, mas sem ser sofisticados. Com atendimento amigável, simpático, mas que leva muito a sério o consumidor e o trata com muito profissionalismo e respeito.

Fui super bem recebida e pretendo voltar muitas vezes.

Para mim, o Rubi tem o melhor serviço de Wine Bar de São Paulo.

Existe uma frase que gosto muito de citar, que define minha aventura dessa sexta-feira, quando perdi 2 horas no trânsito tentando chegar à Expovínis e, como desisti, fui fazer a matéria do Rubi: há males que vêm para bem! Foi a melhor coisa que poderia ter acontecido!
Assim é a vida. Tudo é perfeito como é!

Que bom que perdi a Expovínis!!!

Vida longa ao Rubi Wine Bar.

Parabéns meninos!

Para saber mais, entre no site clicando aqui ou curta a página no Facebook clicando aqui.

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Rubi Wine Bar

Endereço: Alameda Jaú, 1595 – Jardim Paulista – São Paulo – SP

Telefone: 11 4323-1667

Evento Vinícola Perini

Eu sou uma defensora dos vinhos brasileiros e cada vez que tenho oportunidade de conhecer alguma novidade, faço questão de prestigiar e, se gostar, divulgar.
Ontem, dia 16/04/2013, tive o prazer de participar de um evento proporcionado pela Vinícola Perini, na Vinheria Percussi, em São Paulo, a convite do meu amigo Orestes de Andrade Jr.
Os vinhos nos foram apresentados durante o jantar, de forma lúdica e prática pelo enólogo da Perini, Leandro Santini, enquanto os degustávamos acompanhados por delícioso pratos.
Foi um evento muito agradável e saboroso.

Quanto aos vinhos, foi uma surpresa atrás da outra!
Vinhos agradabilíssimos, muito bem elaborados e alguns surpreendentes.

A Perini fica no Vale Trentino, em Farroupilha-RS e, desde 2005 se instalou também em Garibaldi, para a produção de espumantes.
Descendentes de italianos, a Perini começou sua produção em 1928 pelas mãos de João Perini, cujas iniciais a vinícola mantém em algumas linhas de seus vinhos e sucos: o JP. Mas só a partir de 1970, começou a comercializá-los.
Hoje ela cresceu, investiu em tecnologia e, além de surpreender Brasil afora com seus vinhos, em 2013 começou a distribuir também para os Estados Unidos, através da Southern Wine & Spirits, maior importadora de bebidas do país, para Nova York, Florida e California. A linha chama-se Macaw, que significa Arara, em inglês. Nada mais brasileiro, não é mesmo?

Parabéns ao Pablo Onzi Perini, Franco Perini, Rogério Salazar, Marcio Bonilha, Orestes de Andrade Jr e Silvia Percussi.
Foi tudo perfeito!

Bem, vamos aos registros do evento e às impressões dos vinhos:

Entre no site da Vinícola Perini e saiba muito mais, clicando aqui

Participando da Oficina de Pães, de Silvia Corbucci

Sábado, dia 13 de abril de 2013, participei de uma Oficina de Pães comandada pela Chef Silvia Corbucci, proprietária da Cozinha Efêmera, um projeto conceitual que, além de dar aulas de gastronomia, tem a proposta de conscientizar sobre a importância da alimentação com qualidade, privilegiando produtos locais e da estação.

Silvia é uma simpatia e abriu sua confortável casa em São Paulo, nos proporcionando uma tarde pra lá de agradável ao lado de pessoas interessantes, que tinham em comum a vontade de aprender coisas novas e viver de uma forma mais saudável e consciente quanto à sustentabilidade.
Confesso que me senti como se estivesse em algum lugar muito longe daqui – talvez no interior -, de tão tranquilo e aconchegante que foi. Aliás, isso nos mostra que não precisamos sair de São Paulo para termos mais qualidade de vida. Precisamos talvez mudar certos hábitos.

Bem, quanto à aula, primeiramente Silvia nos contou sobre o Levain:  uma massa fermentada, na qual se desenvolveu uma colônia de leveduras e bactérias que vivem em simbiose e se alimentam do amido da farinha. É a partir dessa massa – ou melhor, desse fermento – que é possível elaborar vários pães mais naturais e leves, com aquele toque “azedinho” que tinham os pães de antigamente, os pães “de verdade”.

Aprendemos a fazer Focaccia, Brioche, Pão de Centeio e Pão de Figo e Nozes.
Tudo ficou muito saboroso e, confesso: no momento da degustação, a única coisa que fez falta foi termos um vinhozinho para acompanhar aquelas delícias.

Para maiores informações sobre o projeto e próximos eventos de Silvia, entrem no site:  Cozinha Efêmera.


Aqui, um pouco da história do Levain e a receita, por Silvia Corbucci:

LEVAIN
Antigamente só era possível fermentar uma massa de pão com levain,
ou massa mãe. O levain é uma massa fermentada, na qual se desenvolveu uma colônia de leveduras e bactérias que vivem em simbiose e
se alimentam do amido da farinha.
Os pães produzidos com levain são mais fáceis de digerir porque a
digestão começa antes, pelas leveduras. É um pão mais aromático e
levemente mais azedo, por conta da fermentação longa.
Para produzir um levain desde o início é preciso um pouquinho de
paciência, farinha de boa qualidade e água não clorada.
Misture 300g de farinha com 200ml de água e deixe em um repiciente de vidro coberto com um pano limpo, de linho ou voal por 3 a
5 dias em temperatura ambiente. A massa deve crescer.
Depois adicione mais 300g de farinha e outros 200ml de água, misture bem e deixe mais 2 a 3 dias até crescer.
Repita a operação e espere de 1 a 2 dias. Repita mais uma vez e espere mais um dia.
Você saberá se a fermentação atingiu um estágio de maturidade boa
para fazer pães pelo aroma da mistura.
Quando se tem o fermento pronto é necessário alimentá-lo diariamente ou a cada dois dias no máximo quando mantido a temperatura
ambiente. Ou a cada 3 a 4 dias mantido na geladeira.
Para alimentar seu levain, pese quanta massa você já tem e acrescente o mesmo peso do levain em farinha e metade a 70% deste valor
em água.
Por exemplo, se tiver 200g. Adicione mais 200g de farinha e 100ml a
130 ml de água. Misture bem e pronto.

Preparando o almoço com o que se tem na geladeira. Com vinho, sempre!

Mesmo sendo domingo, acordei cedo porque gosto, e pensei no que preparar para o almoço.
Abri o freezer e decidi descongelar uns filés de frango, sem saber ao certo o que faria.
Bem, eu sou assim, só consigo fazer bem feito quando tenho inspiração. Sou do tipo Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa, quando disse: “Pensar uma flor é vê-la e cheirá-la”. Essa sou eu!
Enfim, na hora do almoço, vasculhei a despensa, geladeira, e decidi que faria um arroz com frango. Na verdade, como só tinha arroz arbório, aquele apropriado para risotos, meu arroz se tornaria humildemente um risoto.
Primeiramente, pus para ferver água com alecrim, tomilho, manjericão, louro e alho.
Enquanto isso, cortei o frango em cubinhos e o refoguei com cebola roxa, alho, sal grosso temperado e azeite.
Quando estava fritinho, reguei com o único vinho aberto que tinha na geladeira: um tinto do Rhone!!!
Essa foi a grande dúvida. Será que o vinho tinto não mataria meu frango?!
Bem, fui em frente e, quando o frango estava pronto, retirei-o da panela e deixei apenas o caldinho e alguns cubinhos.
Joguei o arroz, refoguei e, na primeira refoga, reguei com o resto do vinho tinto.
Nas próximas vezes, reguei com o caldo e coloquei uma colher bem generosa de manteiga.
Bem, esse foi nosso almoço.
Pensando na harmonização, embora fosse um frango, tinha a influência do vinho tinto e das ervas, escolhi um rosé mais estruturado, elaborado em Bordeaux.
Com uma saladinha verde e tomates sweet, posso dizer que ficou perfeito, modéstia à parte.
Não gastei um centavo, pois usei tudo que tinha em casa, inclusive as ervas do meu quintal.
Comer bem é uma das melhores coisas do mundo e não necessariamente precisa ser caro.

Espero que tenham entendido a receita. Se tiverem dúvidas, é só perguntar. Estou por aqui, degustando a vida e tentando mostrar, com humildade, que fazendo da forma mais simples pode ser também a forma mais saborosa!
Vou incluir essa receita em meus menus. Ficou sensacional!

Saúde!

Aqui, o poema de Fernando Pessoa, através de seu heterônimo, Alberto Caeiro.

Guardador de Rebanhos

Sou um guardador de rebanhos.
O rebanho é os meus pensamentos
E os meus pensamentos são todos sensações.
Penso com os olhos e com os ouvidos
E com as mãos e os pés
E com o nariz e a boca.

Pensar uma flor é vê-la e cheirá-la
E comer um fruto é saber-lhe o sentido.

Por isso quando num dia de calor
Me sinto triste de gozá-lo tanto,
E me deito ao comprido na erva,
E fecho os olhos quentes,
Sinto todo o meu corpo deitado na realidade,
Sei a verdade e sou feliz.