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Você e Jerez: já foram apresentados?

Você conhece Jerez?

Jerez, também conhecido como Xeres ou Sherry, é um vinho fortificado _ que tem adição de aguardente vínica _ produzido no sul da Espanha, na região demarcada que compreende as cidades de Jerez de La Frontera, El Puerto de Santa Maria e Sanlúcar de Barrameda.

Por ser vinificado de uma forma bastante peculiar _ veja detalhes no final da página _ essa bebida guarda algumas características muito peculiares.

Apesar de ser produzido há séculos, ainda é um desconhecido para muita gente, o que é uma grande injustiça, já que, por sua versatilidade, acompanha muito bem pratos tradicionalmente de difícil harmonização, como os asiáticos, por exemplo.

São ao todo 8 tipos, indo do mais seco para o mais doce, do mais clarinho ao mais escuro respectivamente.

tipos

Jerez Fino: 

cor de ouro palha e aroma pronunciado, mas delicado, lembrando amêndoas, ligeiro, seco e pouco ácido.
Temperatura de serviço: entre 7 a 9 ºC
Harmonização: é o mais gastronômico de todos, pois harmoniza muito bem com pratos com muitas especiarias, como da culinária asiática, perfeito com sushis, sashimis, Jamon, Aspargos e Ceviche.
Ótimo também como aperitivo.
É realmente um curinga!

Manzanilla:
tal como o Fino, mas feito em Sanlúcar de Barrameda, com influência do mar, portanto tem um leve toque salgado.
Características e harmonização idênticas ao Jerez Fino.

Jerez Amontillado:
cor âmbar, aroma mais acentuado, de avelãs, seco e pleno ao paladar.
Harmonização: embutidos fortes, jamón serrano e queijo manchego, sopas de pescados e patês de aves.
Ou charuto. Perfeito!

Jerez Oloroso:
Cor escura, muito aromático. Corpo pronunciado, denso, aromas a nozes, variando do tipo seco até o doce.
Harmonização: tapas espanhóis (lula a dorê, camarão frito, isca de peixe frito), jamón ibérico e frutas secas.

Palo Cortado:
Com aroma de Amontillado e paladar de Oloroso é o mais difícil de ser encontrado.
Harmonização: servir ao final da refeição, acompanhando um prato de queijos, de preferência os mais duros, com bom tempo de cura e sabor forta, junto de um prato com frutas secas, ou com bons embutidos e carnes curadas, como um Jamón Pata Negra.

Pedro Ximenez:
Feito com a uva de mesmo nome, é um vinho espesso, aromático e extremamente doce.
Harmonização: sobremesas a base de frutas secas, queijos salgados, frutas secas.

Moscatel:
Doce, feito com a uva de mesmo nome. É raro, apresentando cor escura e aromas primários da uva do mesmo nome.
Harmonização: Para acompanhar todos os tipos de sobremesas, queijos azuis e patês de foie gras.

Cream:
Feito da combinação de um vinho oloroso com parte de Pedro Ximenez. Normalmente suave, aromático e ligeiramente doce.
Harmonização: sobremesas a base de frutas secas.

Ficou com vontade? Veja onde encontrar:

Empório Mercantil, Casa Flora, Expand, Grand Cru, World Wine, Mistral e na maioria das grandes lojas e empórios.
Há Wine Bares que servem Jerez em taça, como o Rubi Wine BarDecanter Wine Bar, Le Jazz e o La Madrileña, que tem no cardápio uma Mousse de chocolate amargo ao Pedro Ximénez, uma delicia!


Uma música e o Jerez

Para te dar uma instigada a conhecer esse vinho singular, aqui vai uma canção insinuante e sensual, que faz referência ao Jerez:   “Tomar Jerez da tua boca” …
Que tipo de Jerez você acha que combina com esse contexto?
Eu apostaria em um Manzanilla!

DERRETENDO SATÉLITES (Paula Toller e Herbert Vianna) 

(Clique aqui para ver o vídeo)

Abro com as mãos, te deixo olhar
Te levo pra dentro devagar
Sempre venho aqui nesse lugar
Tomar JEREZ da tua boca
Provar o sal do mar, mostrar um verso
Provar um amor eterno
Onde a sua mão está agora?
A minha você sabe bem
Quanto mais tempo demora
Mais violento vem

Falando absurdos
Virando a noite
Perdendo senso
Derretendo satélites
Falando tudo
Voando a noite
Ouvindo estrelas
Derretendo satélites

Uma vez, dez, quinze, vinte, tanto faz
Não tenho mais nada pra fazer
Estou aqui pensando em você
Deixando a água correr
Provei o mar, mostrei um outro verso
Provei um amor eterno
Onde a sua mão está agora?
A minha você sabe bem
Quanto mais tempo demora
Mais violento vem, meu bem
Falando absurdos…
Falando tudo
Virando a noite
Perdendo o senso
Derretendo satélites


A VINIFICAÇÃO DO JEREZ

Jerez, também chamado Xeres ou Sherry, é um vinho fortificado _ que tem adição de aguardente vínica _ produzido em Jerez de La Frontera, no sul da Espanha.As principais uvas utilizadas em sua produção são a Pedro Ximenez, a Moscatel, a Palomino de Jerez e Palomino Fino, colhidas manualmente perto do dia 10 de setembro.

Na vinificação, o mosto é fermentado em tanques de aço inox, ou de cimento e sofre a adição de aguardente vínica para depois envelhecer em barricas.
As barricas são preenchidas com 3/4, deixando um espaço vazio para que sobre o vinho seja criada uma fina camada formada das leveduras Saccharomyces que florescem na primavera e diminuem no inverno, chamada de FLOR e que impede a oxigenação do vinho, contribuindo para o aroma e paladar.
Todos os anos uma parte do vinho é engarrafada e a mesma quantidade é reposta com o vinho da safra atual em um sistema chamado de solera:  fileiras de barricas sobrepostas, com vinhos de diferentes idades, em que as mais próximas do chão têm os vinhos mais antigos.
Isso faz com que haja pouca alteração de ano para ano, resultando em um produto mais homogêneo.

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Jantarzinho em casa para testar nova receita: Farfalle ao Vôngole

Voltando para casa hoje, fiquei pensando em uma receita nova.
Coisa que sempre faço. Imagino ingredientes e sabores.

Pensei em um peixe, mas só tinha um salmão que já separei para o ceviche do final de semana. Então, achei uns vôngoles … Oba! Vamos testar!

Refoguei os vôngoles com ervas, cebola e alho no azeite.

E, quando pronto, coloquei o creme de leite e pimenta-do-reino.

O segredo ficou no macarrão que, assim que estava cozido, além da tradicional manteiga, coloquei limão.

Misturei o molho e o restante, servi por cima.

Como hoje, particularmente, estou inspirada, decidi abrir um vinho que adoro e que já estava mesmo na hora de ser degustado: Chignin Bergeron 2006

Bem, pela cor você já percebe que o vinho está bastante evoluído, embora esteja impecável. Pra falar a verdade, me surpreendeu, pois não tinha nenhum sinal de oxidação.
Um vinho aromático, senti bastante abacaxi, depois pêssego, mel … Muito bom.

O creme de leite do molho, mais o grana-padano que servi por cima, harmonizaram muito bem.

Santé!

                

Fazendo de conta que estou na praia

Eu adoro comer em casa e, com esse calor que andou fazendo em São Paulo, fiquei com vontade de comer ostras.
Confesso que nunca havia comprado ostras por aqui, mas encontrei-as, de procedência (isso é muito importante) e fresquinhas.
Fiz também um ceviche de salmão, bem simples, mas muito fresquinho e uma saladinha de tomates sweet com manjericão da minha horta.
Harmonizei com um espumante nacional Brut.
Perfeito!

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Mesa arrumadinha para tudo ficar mais gostoso: flores, comidinha boa e espumante gelado
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Ostras frescas e espumante gelado: harmonização perfeita!
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Ceviche de Salmão: Salmão marinado no limão, cebola, ervas e pimenta. Fresquíssimo.
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Salada deliciosa de tomate sweet e manjericão. Além de gostosa ela é linda, não?