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Participando do Curto-Circuito Dúnamis 2012

Dia 21/11/2012 tive a oportunidade de participar de uma degustação especial da Vinícola Dúnamis, onde, além de apresentar seus vinhos descomplicados, na campanha “Shall We Dance? “, tivemos o privilégio de degustar o seu Merlot Branco.
O Evento aconteceu no Espaço Refúgio Enoteca e Bistrô (Av. Lavandisca, 519) que está abrindo suas portas. Que lugar!

Fotos Jane Prado

A degustação foi conduzida pelo meu amigo e diretor-executivo da DúnamisJúlio César Kunz.

Júlio nos contou sobre a proposta da Dúnamis, da qual eu super me identifico, de descomplicar  o vinho, trazendo-o para o nosso dia a dia.
A proposta se materializa a partir do design dos rótulos super descontraídos e de bom gosto, das propostas dos nomes dos vinhos como “Tom” inspirando musicalidade, “Cor”, a arte, “Ser”, a essência de algo e “Ar”, a alegria da vida, justamente este, um espumante brut charmat.


Outro detalhe interessante, é que, por proposta, nenhum vinho da Dúnamis passa de 12 %. Isso significa que são vinhos fáceis e aderentes ao nosso clima.

A degustação foi impecável, com uma mini-aula do Júlio sobre vinificação, justamente para explicar a forma como o Merlot branco é vinificado.

Na verdade, o Merlot para o vinho branco, é colhido antes, como as uvas brancas e vinificado sem a casca.
Existe um top secret para explicar porque ele não fica rosado …
Bem, esse é o segredo da Dúnamis. Sempre inovando.

Lembrando que existem vinhos Merlot brancos em alguns outros lugares, tais como Estados Unidos e Itália.
Mas, no Brasil, esse é o primeiro!
Degustei e gostei muito. Tanto que trouxe um para morar em minha adega.

É totalmente diferente do Merlot tinto. Senti sim, goiaba … a tal goiaba dos rosés …
Senti frutas e flores.
Uma sensação interessante foi a de um aveludado na boca. Diferente dos brancos que não passam por barrica.

Muito bom.

Aqui, um exercício interessante. Degustamos 0 Merlot branco e o Merlot tinto.

Olha quem foi lá prestigiar o evento … nosso mestre!

A Dúnamis está de parabéns por ousar e agradar!

Esse vinho está à venda na Enoteca Refúgio e custa R$ 46,00.
Essa sou eu … sempre tentando aprender algo! Obrigada!

 

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Degustando a Vida na Serra Gaúcha, Vinícola Vallontano

Meu último dia de visitas foi também o dia de encontrar as pessoas que motivaram a minha viagem: Talise e Luís Zanini, proprietários da Vinícola Vallontano.

Nos conhecemos pelo Facebook, em função das discussões do polêmico pedido de Salvaguardas e, aos poucos, fomos percebendo que nossas afinidades iam além do nosso amor ao vinho: nossos valores e ideais!
No encontro da Mistral, quando conheci pessoalmente o Luís e falei ao telefone com Talise, decidi que minha próxima viagem seria para visitá-los!

Era um dia lindo, ensolarado e, ao estacionar na Vallontano, logo avistei Talise me aguardando.

Que emoção! Um sorriso no rosto, um beijo, um abraço apertado.
Nos sentamos para um papo sem pressa, regado ao mítico Peverella, Era dos Ventos (Era dos Ventos, um projeto idealizado por Luis Zanini, Álvaro Escher,e Pedro Hermeto, que faz apenas pequenas produções)
Impecável e Singular!

Mais tarde, Luís chegou para nos fazer companhia e completar nosso esperado encontro. Um encontro tão agradável, como se já fôssemos velhos amigos!

Almoçamos na Vinícola, no Vallotano Bistrô-Café, uma massinha recheada de abóbora com molho de nozes, que harmonizou divinamente com o Peverella, se bem que esse vinho precioso nem precisa de harmonizações!
Foi lá mesmo que fizemos as degustações.
Em minha modesta opinião, digo que os vinhos da Vallontano são vinhos  que revelam as características do terroir do Vale dos Vinhedos e a  personalidade singular do seu enólogo Luís Henrique Zanini.
Apoiado por sua brilhante esposa Talise, eles não se rendem às super produções, ao gosto institucionalizado e aos padrões estabelecidos.

Agradeço demais a oportunidade de partilhar tão bons momentos juntos, regados à vinhos fantásticos. Tudo perfeito! Muito obrigada!

          

  

Tomo a liberdade de reproduzir a poesia de Luís Zanini:

“Beber o dia como se fosse noite
Beber a lágrima como se fosse mar
Beber a luz como se fosse alma

Beber tua boca como se não fosse flor
Beber teus olhos como quem não toca as mãos
Beber teus sonhos como quem rouba a lua

Beber dos ventos, confundir o tempo,
Beber da Era a solitária valsa
Beber das terras, as chuvas, e os sóis, entorpecer

Morrer de vinhos, moinhos de mim…
(outrora vez)
Beber o fim.”

Vida longa às pessoas singulares! Saúde!

Para maiores informações, clique aqui.

Degustando a Vida na Serra Gaúcha, Vinícola Estrelas do Brasil

Minha viagem à Serra foi uma aventura pois não tive tempo nenhum para planejá-la.
Mas tudo foi tão perfeito que, embora eu não tenha conseguido visitar todas as Vinícolas que eu gostaria, as que consegui, foram visitas de qualidade. Para conhecer, conversar e degustar sem pressa. Melhor assim.

Foi em um contato telefônico que marquei com Irineo Dall’Agnol sócio proprietário da Vinícola Estrelas do Brasil.
Eu não o conhecia pessoalmente, nem conhecia sua Vinícola, mas, liguei o GPS e lá fui eu!
Quando cheguei, me deparei com uma paisagem de tirar o fôlego! Curtindo esse visual, avistei um homem vindo em minha direção e afirmei:
– Eu não acredito que você mora nesse lugar!
Ele me respondeu:
– Agora moro! Vamos caminhar!

E foi nessa paisagem, que conheci todo o espaço, e que Irineo me contou sobre seus futuros projetos. Um deles já está quase pronto: o espaço para degustação e harmonização.

Fiquei encantada com as ideias desse cara espontâneo, cheio de projetos!
Depois da caminhada, fomos aos vinhos, que Irineo fez questão de abrir para mim.
A qualidade e personalidade me surpreendeu demais!
O Espumante Brut foi campeão, e não tive como dispensá-lo, como fazemos nas degustações. Pegamos uma garrafa e fomos degustá-la assistindo à um pôr-do-sol inesquecível.

Eu, degustando a vida!
 

Meu amigo Irineo e seu fabuloso espumante Brut Champenoise!

E todos os seus vinhos. Sensacionais!
               

                

                

E, como nessa vida não há coincidências, Irineo me surpreendeu com uma camisa que ele mandou pintar há muito tempo atrás. Vejam o que está escrito! Ganhei de presente! Amei!

Só posso agradecer simpatia e hospitalidade desse talentoso enólogo e dizer-lher  que me aguarde, pois voltarei em breve. Vai lá Estrelas do Brasil!

Degustando a Vida na Serra Gaúcha, Parque Temático da Vinícola Dal Pizzol

Continuando o passeio por Faria Lemos, cheguei à Vinícola Dal Pizzol.

Eu já conhecia essa Vinícola e seus maravilhosos vinhos, mas decidi voltar para fazer umas fotos do Parque, pois quando estive lá, infelizmente choveu.

Fui carinhosamente recebida pelo Sr. Antonio Dal Pizzol, seu proprietário, que fez questão de caminhar comigo, me contando um pouco da história do lugar e, ao mesmo tempo, me mostrando suas belezas.

O espaço conta com quadra, área de churrasqueira, inclusive com mesinhas para um pic-nic, além do restaurante que funciona sob agendamento, servindo refeições harmonizadas.

         

Remetendo ao passado, encontramos ali, maquinários preservados, que contam um pouco da história do lugar e da imigração italiana.

     

Existe ali um “vinhedo laboratório”, um projeto denominado Vinhedo do Mundo, onde inúmeras cultivares de várias regiões do mundo foram plantadas para análise. São cerca de 5 mudas cada uma. O suficiente para se analisar o potencial de desenvolvimento naquele terroir. As que melhor se adaptam são micro vinificadas. É muito legal você se deparar com tantas espécies!

   

                

Aonde era o forno da Olaria, hoje fica a Enoteca, repleta de vinhos  de antigas safras.
                  

Há também um espaço para degustação e uma loja de vinhos.

         

Tudo isso, além dos vinhos impecáveis produzidos pela Dal Pizzol. Inclusive, seu enólogo, Dirceu Scottá, foi eleito pela Associação Brasileira de Enologia o enólogo do ano 2012. Parabéns, Dal Pizzol!

                

Olhem só que o Sr. Antonio plantou: um sobreiro! Fiquei emocionada!
Agradeço, de coração à receptividade do Sr. Antonio e o parabenizo pela qualidade do seu espaço e de seu vinho.
Visite!

      

Para maiores informações, clique aqui.

Degustando a Vida na Serra Gaúcha, Distrito de Faria Lemos Vinícola Cristófoli

Bem, continuando minha aventura, no segundo dia fui à Faria Lemos, distrito de Bento Gonçalves para fazer algumas visitas por lá.

Primeiro, parei na estrada para ver a linda paisagem. Realmente o visual é estonteante.

Cheguei à Vinícola Cristofoli, da minha querida amiga Bruna Cristofoli.

A Bruna tem uma proposta muito bacana de explorar toda a exuberância do lugar, promovendo o evento “Edredon nos Parreirais”, que consiste em um agradabilíssimo pic-nic dentro da Vinícola. É só escolher o cardápio que mais lhe apetecer e agendar! Clique  aqui para saber mais.

Esse é o espaço para degustação

    

A Bruna é uma talentosa enóloga, autêntica, que faz um vinho muito fresco e mineral, e além de tudo é uma simpatia. Deguste a vida em sua Vinícola.
Ela está te esperando! Você vai adorar! Eu adoro e, sempre que posso, prestigio!

Degustando a Vida na Serra Gaúcha, Vinícola Don Giovanni

Quando visitei a Serra Gaúcha pela primeira vez, fiquei tão encantada que decidi que voltaria para passear por lá do meu jeito, sem  pressa, fotografando, fazendo um pit stop para um pic-nic e um vinho, curtindo, enfim, com tranquilidade.

Na última semana de setembro/2012 estive por lá, e iniciei esse projeto de mostrar para quem não conhece, um pouquinho desse lugar encantador.

Infelizmente, o tempo acabou sendo curto e, como minhas visitas foram longas, de qualidade, acabei deixando de visitar vários lugares.

Felizmente, pretendo voltar em breve, para continuar os passeios e contá-los a vocês.

A ideia é falar dos vinhos sensacionais elaborados naquela região e, além disso, mostrar as paisagens e dar sugestões de lugares para curtir aquele visual.

Comecei pela região de Pinto Bandeira, distrito de Bento Gonçalves, hoje conhecida como região dos Vinhos da Montanha, distante aproximadamente 10 km de Bento Gonçalves. O passeio pela serra é lindo. Além dos parreirais que você vê por todos os lados, havia muita plantação de pêssegos também.

Há várias Vinícolas nesse trecho.

           

Minha segunda parada foi para conhecer a Vinícola Don Giovanni:

Em 1982 Ayrton Giovanni e Beatriz Dreher Giovanni adquiriram a propriedade que pertencia à Dreher, cujos proprietários eram os avós paternos de  Beatriz. Só aí você já pode imaginar quantas histórias guarda esse lindo lugar.

Atualmente a Don Giovanni é gerenciada pelo meu amigo Daniel Panizzi, genro de Ayrton e Beatriz, que tem feito um trabalho sensacional de modernização da  Vinícola, sempre com muito profissionalismo e bom gosto.

Localizada em Pinto Bandeira, distrito de Bento Gonçalves, distante 12 km da cidade, a Vinícola é simplesmente encantadora e, além dos Parreirais e Cantina, ainda conta com Sala de Degustação, Loja de Vinhos, Restaurante e Pousada, em seus 18 hectares.

Bem, vamos deixar o papo de lado e curtir a paisagem, que diz mais do que qualquer palavra:

Loja
A Pousada é, na verdade, um antigo casarão de 1930, com 7 quartos espaçosos e lindamente decorados.

       

   

Essa cabana é um antigo estábulo que foi reformado e fica no meio dos parreirais. Super aconchegante e confortável, está também disponível para locação. Estou pensando em passar um tempo ali …
Abaixo, fotos dos espaço interno.

             

Paisagens inesquecíveis e alcachofras cultivadas para consumo próprio

   

Bem, quanto aos vinhos, fui brindada com os melhores espumantes da casa.

Esse foi o meu preferido!

A Don Giovanni tem como enólogo o profissional e agora meu amigo também, Luciano Vian.

Luciano nos brindou com seu conhecimento, tanto ao ajudar-nos nas análise dos vinhos nas barricas e até sobre a fermentação de espumantes in loco me mostrando o processo de elaboração do licor de tiragem.

Licor de tiragem: elaborado com vinho base adicionado de leveduras selecionadas e açúcar refinado na proporção necessária para atingir, na fermentação, pressão de 6atm (aproximadamente 24 gramas de açúcar por litro).

PREMIAÇÕES

 A revista Adega nro 93 elegeu o espumante Don Giovanni Série Ouro o melhor champenoise brasileiro. 91 pontos.

Agora, mais um pouco de Desgustar a Vida na Don Giovanni, jantando no Restaurante da Vinícola com meu querido amigo Daniel Panizzi. Perfeito!

Vai lá!

 

Degustando a Vida na Serra Gaúcha, Cave Geisse

Quando visitei a Serra Gaúcha pela primeira vez, fiquei tão encantada que decidi que voltaria para passear por lá do meu jeito, sem  pressa, fotografando, fazendo um pit stop para um pic-nic e um vinho, curtindo, enfim, com tranquilidade.

Na última semana de setembro/2012 estive por lá, e iniciei esse projeto de mostrar para quem não conhece, um pouquinho desse lugar encantador.

Infelizmente, o tempo acabou sendo curto e, como minhas visitas foram longas, de qualidade, acabei deixando de visitar vários lugares.

Felizmente, pretendo voltar em breve, para continuar os passeios e contá-los a vocês.

A ideia é falar dos vinhos sensacionais elaborados naquela região e, além disso, mostrar as paisagens e dar sugestões de lugares para curtir aquele visual.

Comecei pela região de Pinto Bandeira, distrito de Bento Gonçalves, hoje conhecida como região dos Vinhos da Montanha, distante aproximadamente 10 km de Bento Gonçalves. O passeio pela serra é lindo. Além dos parreirais que você vê por todos os lados, havia muita plantação de pêssegos também.

Há várias Vinícolas nesse trecho.

           

Minha primeira parada foi para conhecer a Vinícola Geisse

A Geisse foi fundada em 1979 pelo engenheiro agrônomo e enólogo Mario Geisse, chileno que veio para o Brasil em 1976. Ao perceber o potencial que existia para a produção de espumantes, Mario fincou os pés por essas terras e construiu uma das mais premiadas Vinícolas brasileiras.
Hoje a Geisse conta com instalações super modernas e elabora seus espumantes apenas pelo método champenoise, com cultivos de menor quantidade, o que garante maior qualidade em seu produto final, além da utilização da Thermal Pest Control (TPC), que dispensa o uso de agrotóxicos.

Elaboração:

O processo passa pelas fermentações (seca e malolática). A primeira fermentação acontece dentro de tanques, a segunda já na garrafa.

               

              

Nos pupitres (suportes que deixam as garrafas na posição horizontal e inclinadas) é feito o ‘remuage’ (movimentos circulares feitos com a mão uma vez por dia). O objetivo é levar a borra do fermento para junto do gargalo.

       

Parte-se, então, para o ‘degogerment’, onde os resíduos são congelados, a tampa é aberta com um abridor especial e eles são expelidos.

A borda interna da garrafa é limpa, a rolha colocada e com a garrafa contra luz, averigua-se a limpidez.

Trinta dias após a rotulagem, o espumante já esta liberado para comercialização.

    

Bem, depois de tanto aprendizado, vamos para a melhor parte: a degustação!

             

A Cave Geisse está aberta a visitas. Você será super bem recebido por lá.

Aproveite e curta a área externa deles

e a paisagem de todo o entorno.  Ótima para um pic-nic!