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Degustando a Vida na Serra Gaúcha, Vinícola Vallontano

Meu último dia de visitas foi também o dia de encontrar as pessoas que motivaram a minha viagem: Talise e Luís Zanini, proprietários da Vinícola Vallontano.

Nos conhecemos pelo Facebook, em função das discussões do polêmico pedido de Salvaguardas e, aos poucos, fomos percebendo que nossas afinidades iam além do nosso amor ao vinho: nossos valores e ideais!
No encontro da Mistral, quando conheci pessoalmente o Luís e falei ao telefone com Talise, decidi que minha próxima viagem seria para visitá-los!

Era um dia lindo, ensolarado e, ao estacionar na Vallontano, logo avistei Talise me aguardando.

Que emoção! Um sorriso no rosto, um beijo, um abraço apertado.
Nos sentamos para um papo sem pressa, regado ao mítico Peverella, Era dos Ventos (Era dos Ventos, um projeto idealizado por Luis Zanini, Álvaro Escher,e Pedro Hermeto, que faz apenas pequenas produções)
Impecável e Singular!

Mais tarde, Luís chegou para nos fazer companhia e completar nosso esperado encontro. Um encontro tão agradável, como se já fôssemos velhos amigos!

Almoçamos na Vinícola, no Vallotano Bistrô-Café, uma massinha recheada de abóbora com molho de nozes, que harmonizou divinamente com o Peverella, se bem que esse vinho precioso nem precisa de harmonizações!
Foi lá mesmo que fizemos as degustações.
Em minha modesta opinião, digo que os vinhos da Vallontano são vinhos  que revelam as características do terroir do Vale dos Vinhedos e a  personalidade singular do seu enólogo Luís Henrique Zanini.
Apoiado por sua brilhante esposa Talise, eles não se rendem às super produções, ao gosto institucionalizado e aos padrões estabelecidos.

Agradeço demais a oportunidade de partilhar tão bons momentos juntos, regados à vinhos fantásticos. Tudo perfeito! Muito obrigada!

          

  

Tomo a liberdade de reproduzir a poesia de Luís Zanini:

“Beber o dia como se fosse noite
Beber a lágrima como se fosse mar
Beber a luz como se fosse alma

Beber tua boca como se não fosse flor
Beber teus olhos como quem não toca as mãos
Beber teus sonhos como quem rouba a lua

Beber dos ventos, confundir o tempo,
Beber da Era a solitária valsa
Beber das terras, as chuvas, e os sóis, entorpecer

Morrer de vinhos, moinhos de mim…
(outrora vez)
Beber o fim.”

Vida longa às pessoas singulares! Saúde!

Para maiores informações, clique aqui.

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