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Safra 2013 é histórica para vinhos brancos e espumantes brasileiros

Tudo indica que a Safra 2013 de vinhos brasileiros será perfeita para se degustar vinhos brancos, tintos leves e principalmente espumantes de alta qualidade.

“No início da safra tivemos uma condição excepcional, como a muito tempo não se via. As variedades brancas e as precoces, como a Pinot Noir, muito utilizada em espumantes, alcançaram níveis de excelência” comemora o presidente do Conselho Deliberativo do Ibravin, Alceu Dalle Molle, referindo-se às condições observadas no Rio Grande do Sul.

CONFIRA A SAFRA NOS PRINCIPAIS POLOS PRODUTORES BRASILEIROS:

SERRA GAÚCHA
Na Serra Gaúcha, os espumantes gerados na última colheita atingiram níveis históricos de qualidade, apresentando alto frescor, aromas muito finos, ótima acidez e até mesmo potencial de guarda. As variedades Chardonnay, Pinot Noir e Riesling Itálico foram beneficiadas por terem sido colhidas em uma janela de pouca precipitação. Os tintos de ciclo curto também foram positivamente impactados, como Merlot, Tannat, Pinotage, Barbera e Marselan. A chegada da chuva no final da safra, porém, não favoreceu tanto o resultado das variedades tardias.

CAMPOS DE CIMA DA SERRA
A antecipação de 10 a 15 dias na conclusão da vindima deverá resultar na elaboração de vinhos brancos bastante aromáticos e tintos de estrutura média. As condições climáticas também beneficiaram a produção de espumantes, que apresentam elevado potencial de amadurecimento devido à neutralidade dos aromas primários e ao frescor.

SERRA DO SUDESTE
A irregularidade climática verificada em agosto de 2012, fase de dormência das videiras, acarretou em uma quebra de safra de até 25% para algumas variedades. A qualidade, porém, não foi afetada. Durante a maturação fenólica as uvas contaram com ótimas condições em termos de amplitude térmica e distribuição pluviométrica. Mesmo as castas tintas obtiveram bom desempenho. Merlot, Nebbiolo, Teroldego e Tannat merecem ser destacadas, assim como a branca Chardonnay.

CAMPANHA
A região da Campanha terá 2013 como um ano mais propício para os espumantes. O clima com atípica precipitação entre dezembro e fevereiro, exigiu bastante manejo nos parreirais. As castas de ciclo mediano, como Merlot, Tannat e Teroldego, foram afetadas pelas chuvas, que criaram desigualdades na maturação e atrasaram o ponto de colheita. Foi necessário um raleio agressivo, implicando na perda de até 70% do volume em alguns parreirais. A manobra recompensou as empresas com uma boa safra, e expectativas melhores em 2014.

PLANALTO CATARINENSE
As variedades precoces foram as maiores beneficiadas com o inverno curto e a primavera inesperadamente quente. A geada castigou os parreirais no final do inverno. Durante a floração, no entanto, as condições melhoraram, favorecendo principalmente as uvas usadas para a elaboração de espumantes. Também por causa da geada, as uvas tintas tiveram quebra na produção, causando uma colheita 30% menor. O calor que seguiu antecipou a safra, que ainda registrou chuva nos meses de fevereiro e março.

VALE DO SÃO FRANCISCO
No Vale do São Francisco não é possível estabelecer um perfil único para a safra 2013, pois, divididos em lotes, os parreirais produzem diversas colheitas alternadamente, sendo que cada planta gera frutos pelo menos duas vezes ao ano. No primeiro semestre, um período especialmente seco e com boa amplitude térmica deu origem a vinhos bastante frutados e com bom equilíbrio entre ácidos e açúcares. A falta de chuva também representou menor perda na colheita, possibilitando um controle rigoroso do cultivo por meio da irrigação.

Foto imagem destacada: Silvia Tonon
Fotos slides: Regiane Avila
Fonte: Ibravin

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Uau! Um gewürztraminer chileno e orgânico

A primeira vez que degustei esse vinho foi por sugestão da sommelière e minha amiga Rita Justo, em uma das minhas idas ao Eat Empório Gastronômico,.
Apesar de já conhecer a Vinícola Emiliana,  chilena,  que tem um trabalho muito sério voltado à sustentabilidade e que produz apenas vinhos orgânicos e alguns biodinâmicos, me surpreendi com a ideia de provar um vinho elaborado com a uva gewürztraminer, uma das minhas prediletas.
Para quem não sabe, a gewürztraminer é uma casta proveniente da região da Alsácia, na França, uma região que já foi alemã e francesa algumas vezes, e que realmente é de lá que saem seus melhores vinhos.
Aliás o nome “Gewürz” significa “tempero” em alemão, o que já indica que os vinhos dessa uva têm um toque de especiarias.
De cor amarelo palha e aromas intensos de flores e lichia, um toque de ervas que vem aos poucos, na boca tem média acidez, mas um corpo enorme e final longo.
Um ótimo vinho, para ser degustado como aperitivo, queijos, saladas e pratos leves.
Ah, e o custo x benefício é excelente: R$ 37,00.
Vale cada centavo!

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Participando do Curto-Circuito Dúnamis 2012

Dia 21/11/2012 tive a oportunidade de participar de uma degustação especial da Vinícola Dúnamis, onde, além de apresentar seus vinhos descomplicados, na campanha “Shall We Dance? “, tivemos o privilégio de degustar o seu Merlot Branco.
O Evento aconteceu no Espaço Refúgio Enoteca e Bistrô (Av. Lavandisca, 519) que está abrindo suas portas. Que lugar!

Fotos Jane Prado

A degustação foi conduzida pelo meu amigo e diretor-executivo da DúnamisJúlio César Kunz.

Júlio nos contou sobre a proposta da Dúnamis, da qual eu super me identifico, de descomplicar  o vinho, trazendo-o para o nosso dia a dia.
A proposta se materializa a partir do design dos rótulos super descontraídos e de bom gosto, das propostas dos nomes dos vinhos como “Tom” inspirando musicalidade, “Cor”, a arte, “Ser”, a essência de algo e “Ar”, a alegria da vida, justamente este, um espumante brut charmat.


Outro detalhe interessante, é que, por proposta, nenhum vinho da Dúnamis passa de 12 %. Isso significa que são vinhos fáceis e aderentes ao nosso clima.

A degustação foi impecável, com uma mini-aula do Júlio sobre vinificação, justamente para explicar a forma como o Merlot branco é vinificado.

Na verdade, o Merlot para o vinho branco, é colhido antes, como as uvas brancas e vinificado sem a casca.
Existe um top secret para explicar porque ele não fica rosado …
Bem, esse é o segredo da Dúnamis. Sempre inovando.

Lembrando que existem vinhos Merlot brancos em alguns outros lugares, tais como Estados Unidos e Itália.
Mas, no Brasil, esse é o primeiro!
Degustei e gostei muito. Tanto que trouxe um para morar em minha adega.

É totalmente diferente do Merlot tinto. Senti sim, goiaba … a tal goiaba dos rosés …
Senti frutas e flores.
Uma sensação interessante foi a de um aveludado na boca. Diferente dos brancos que não passam por barrica.

Muito bom.

Aqui, um exercício interessante. Degustamos 0 Merlot branco e o Merlot tinto.

Olha quem foi lá prestigiar o evento … nosso mestre!

A Dúnamis está de parabéns por ousar e agradar!

Esse vinho está à venda na Enoteca Refúgio e custa R$ 46,00.
Essa sou eu … sempre tentando aprender algo! Obrigada!

 

Degustando a Vida na Serra Gaúcha, Vinícola Vallontano

Meu último dia de visitas foi também o dia de encontrar as pessoas que motivaram a minha viagem: Talise e Luís Zanini, proprietários da Vinícola Vallontano.

Nos conhecemos pelo Facebook, em função das discussões do polêmico pedido de Salvaguardas e, aos poucos, fomos percebendo que nossas afinidades iam além do nosso amor ao vinho: nossos valores e ideais!
No encontro da Mistral, quando conheci pessoalmente o Luís e falei ao telefone com Talise, decidi que minha próxima viagem seria para visitá-los!

Era um dia lindo, ensolarado e, ao estacionar na Vallontano, logo avistei Talise me aguardando.

Que emoção! Um sorriso no rosto, um beijo, um abraço apertado.
Nos sentamos para um papo sem pressa, regado ao mítico Peverella, Era dos Ventos (Era dos Ventos, um projeto idealizado por Luis Zanini, Álvaro Escher,e Pedro Hermeto, que faz apenas pequenas produções)
Impecável e Singular!

Mais tarde, Luís chegou para nos fazer companhia e completar nosso esperado encontro. Um encontro tão agradável, como se já fôssemos velhos amigos!

Almoçamos na Vinícola, no Vallotano Bistrô-Café, uma massinha recheada de abóbora com molho de nozes, que harmonizou divinamente com o Peverella, se bem que esse vinho precioso nem precisa de harmonizações!
Foi lá mesmo que fizemos as degustações.
Em minha modesta opinião, digo que os vinhos da Vallontano são vinhos  que revelam as características do terroir do Vale dos Vinhedos e a  personalidade singular do seu enólogo Luís Henrique Zanini.
Apoiado por sua brilhante esposa Talise, eles não se rendem às super produções, ao gosto institucionalizado e aos padrões estabelecidos.

Agradeço demais a oportunidade de partilhar tão bons momentos juntos, regados à vinhos fantásticos. Tudo perfeito! Muito obrigada!

          

  

Tomo a liberdade de reproduzir a poesia de Luís Zanini:

“Beber o dia como se fosse noite
Beber a lágrima como se fosse mar
Beber a luz como se fosse alma

Beber tua boca como se não fosse flor
Beber teus olhos como quem não toca as mãos
Beber teus sonhos como quem rouba a lua

Beber dos ventos, confundir o tempo,
Beber da Era a solitária valsa
Beber das terras, as chuvas, e os sóis, entorpecer

Morrer de vinhos, moinhos de mim…
(outrora vez)
Beber o fim.”

Vida longa às pessoas singulares! Saúde!

Para maiores informações, clique aqui.

Degustando a Vida na Serra Gaúcha, Vinícola Estrelas do Brasil

Minha viagem à Serra foi uma aventura pois não tive tempo nenhum para planejá-la.
Mas tudo foi tão perfeito que, embora eu não tenha conseguido visitar todas as Vinícolas que eu gostaria, as que consegui, foram visitas de qualidade. Para conhecer, conversar e degustar sem pressa. Melhor assim.

Foi em um contato telefônico que marquei com Irineo Dall’Agnol sócio proprietário da Vinícola Estrelas do Brasil.
Eu não o conhecia pessoalmente, nem conhecia sua Vinícola, mas, liguei o GPS e lá fui eu!
Quando cheguei, me deparei com uma paisagem de tirar o fôlego! Curtindo esse visual, avistei um homem vindo em minha direção e afirmei:
– Eu não acredito que você mora nesse lugar!
Ele me respondeu:
– Agora moro! Vamos caminhar!

E foi nessa paisagem, que conheci todo o espaço, e que Irineo me contou sobre seus futuros projetos. Um deles já está quase pronto: o espaço para degustação e harmonização.

Fiquei encantada com as ideias desse cara espontâneo, cheio de projetos!
Depois da caminhada, fomos aos vinhos, que Irineo fez questão de abrir para mim.
A qualidade e personalidade me surpreendeu demais!
O Espumante Brut foi campeão, e não tive como dispensá-lo, como fazemos nas degustações. Pegamos uma garrafa e fomos degustá-la assistindo à um pôr-do-sol inesquecível.

Eu, degustando a vida!
 

Meu amigo Irineo e seu fabuloso espumante Brut Champenoise!

E todos os seus vinhos. Sensacionais!
               

                

                

E, como nessa vida não há coincidências, Irineo me surpreendeu com uma camisa que ele mandou pintar há muito tempo atrás. Vejam o que está escrito! Ganhei de presente! Amei!

Só posso agradecer simpatia e hospitalidade desse talentoso enólogo e dizer-lher  que me aguarde, pois voltarei em breve. Vai lá Estrelas do Brasil!

Degustando a Vida na Serra Gaúcha, Parque Temático da Vinícola Dal Pizzol

Continuando o passeio por Faria Lemos, cheguei à Vinícola Dal Pizzol.

Eu já conhecia essa Vinícola e seus maravilhosos vinhos, mas decidi voltar para fazer umas fotos do Parque, pois quando estive lá, infelizmente choveu.

Fui carinhosamente recebida pelo Sr. Antonio Dal Pizzol, seu proprietário, que fez questão de caminhar comigo, me contando um pouco da história do lugar e, ao mesmo tempo, me mostrando suas belezas.

O espaço conta com quadra, área de churrasqueira, inclusive com mesinhas para um pic-nic, além do restaurante que funciona sob agendamento, servindo refeições harmonizadas.

         

Remetendo ao passado, encontramos ali, maquinários preservados, que contam um pouco da história do lugar e da imigração italiana.

     

Existe ali um “vinhedo laboratório”, um projeto denominado Vinhedo do Mundo, onde inúmeras cultivares de várias regiões do mundo foram plantadas para análise. São cerca de 5 mudas cada uma. O suficiente para se analisar o potencial de desenvolvimento naquele terroir. As que melhor se adaptam são micro vinificadas. É muito legal você se deparar com tantas espécies!

   

                

Aonde era o forno da Olaria, hoje fica a Enoteca, repleta de vinhos  de antigas safras.
                  

Há também um espaço para degustação e uma loja de vinhos.

         

Tudo isso, além dos vinhos impecáveis produzidos pela Dal Pizzol. Inclusive, seu enólogo, Dirceu Scottá, foi eleito pela Associação Brasileira de Enologia o enólogo do ano 2012. Parabéns, Dal Pizzol!

                

Olhem só que o Sr. Antonio plantou: um sobreiro! Fiquei emocionada!
Agradeço, de coração à receptividade do Sr. Antonio e o parabenizo pela qualidade do seu espaço e de seu vinho.
Visite!

      

Para maiores informações, clique aqui.

Degustando a Vida na Serra Gaúcha, Distrito de Faria Lemos Vinícola Cristófoli

Bem, continuando minha aventura, no segundo dia fui à Faria Lemos, distrito de Bento Gonçalves para fazer algumas visitas por lá.

Primeiro, parei na estrada para ver a linda paisagem. Realmente o visual é estonteante.

Cheguei à Vinícola Cristofoli, da minha querida amiga Bruna Cristofoli.

A Bruna tem uma proposta muito bacana de explorar toda a exuberância do lugar, promovendo o evento “Edredon nos Parreirais”, que consiste em um agradabilíssimo pic-nic dentro da Vinícola. É só escolher o cardápio que mais lhe apetecer e agendar! Clique  aqui para saber mais.

Esse é o espaço para degustação

    

A Bruna é uma talentosa enóloga, autêntica, que faz um vinho muito fresco e mineral, e além de tudo é uma simpatia. Deguste a vida em sua Vinícola.
Ela está te esperando! Você vai adorar! Eu adoro e, sempre que posso, prestigio!